DISTRIBUIÇÃO DOS SERVIÇOS DE SAÚDE ACREDITADOS EM GESTÃO PÚBLICA NO BRASIL SEGUNDO OS NÍVEIS DA ORGANIZAÇÃO NACIONAL DE ACREDITAÇÃO (ONA)
DOI:
https://doi.org/10.66649/h0jtzt17Palavras-chave:
Organização Nacional de Acreditação (ONA). Acreditação em gestão pública. Serviços de saúde. Desigualdades regionais. Qualidade em saúde.Resumo
Objetivo: Analisar a distribuição e as proporções dos serviços de saúde acreditados em gestão pública no Brasil, segundo os níveis de acreditação da Organização Nacional de Acreditação (ONA). Método: Estudo observacional, transversal, de abordagem quantitativa, baseado na análise documental de registros públicos disponibilizados no site da Organização Nacional de Acreditação. Foram incluídos todos os serviços com acreditação vigente em gestão pública no período de coleta (dezembro de 2025), excluindo-se registros duplicados, incompletos ou com certificação suspensa/cancelada. As variáveis analisadas foram nível de acreditação, Unidade da Federação, tipo de serviço e número de registros por categoria. Realizou-se análise estatística descritiva com cálculo de frequências absolutas e relativas. Resultados: Foram identificados 522 serviços acreditados em gestão pública. Observou-se predominância do nível Acreditado (Nível 1), com 391 serviços (74,9%), seguido do nível Acreditado com Excelência (Nível 3), com 90 serviços (17,2%), e do nível Acreditado Pleno (Nível 2), com 41 serviços (7,9%). A maior concentração geográfica ocorreu no estado de São Paulo, especialmente em serviços de Atenção Primária à Saúde no nível inicial. Os níveis superiores apresentaram maior predominância de serviços hospitalares e de maior complexidade assistencial, com menor dispersão geográfica. Verificaram se desigualdades regionais e concentração da excelência em estados com maior capacidade técnica e gerencial. Conclusão: A acreditação em gestão pública no Brasil encontra-se predominantemente nos níveis iniciais, evidenciando que a progressão para níveis mais elevados ainda é limitada. Os resultados apontam desigualdades estruturais e regionais, indicando a necessidade de políticas públicas voltadas ao fortalecimento da gestão, à ampliação da cultura da qualidade e à expansão do acesso à acreditação em todo o território nacional.
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